Novas curtas

Postado em Sem-categoria em Junho 19, 2008 por escritospessoais

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Será que é tempo de reprimir, esquecer, esconder, jogar fora, ter vergonha, substituir,… os sentimentos benéficos, em favor dos sentimentos maléficos (primitivos), incorporados neste tal “mundo pós-moderno” e frívolo, onde querem nos transformar em seres sem Roma – invertido?
Chegamos ao estágio de nossas miseráveis subvidas, onde a cada dia nos comportamos = mente a enlatados em prateleiras de algum famoso ultramercado ou uma singela mercearia qualquer. Todos com os rótulos de suas falsas embalagens sempre direcionadas para frente, assim não precisamos saber como sente o nosso irmão ou irmã de prateleira que foi amassado por ter caído no chão por uma mão umana.

O amor ‘desativa’ a capacidade de criticar a pessoa amada, Será?

Postado em Sem-categoria em Junho 19, 2008 por escritospessoais

As últimas investigações sobre o funcionamento do cérebro revelaram que as pessoas apaixonadas perdem a capacidade de criticar seus parceiros, ou seja, se tornam incapazes de ver seus defeitos, o que vem confirmar o ditado popular que diz que ‘o amor é cego’.

Pelo menos isto é o que ocorre nos casos de amor romântico ou maternal, nos quais se detectou que, diante de determinados sentimentos, as mesmas regiões do cérebro são ativadas, segundo explica à Agência Efe a neurobióloga Mara Dierssen, pesquisadora do Centro de Regulação Genômica de Barcelona.

O mais curioso do caso, no entanto, é que, paralelamente a esta estimulação que se produz nas mesmas regiões cerebrais, em ambos os tipos de amor também se ‘desativa’ a zona do cérebro encarregada do julgamento social e da avaliação das pessoas. Suprime-se, portanto, a capacidade de criticar os seres queridos.

‘Quando nos apaixonamos perdemos a capacidade de criticar nosso parceiro, por isso se pode dizer que, de certa maneira, o amor é cego’, afirma Dierssen, que recentemente participou em Barcelona de um ciclo sobre ‘Amor, ciência e sexo’.

Os estudos que há vários anos são realizados em humanos e ratos para conhecer o complexo funcionamento do cérebro estão apresentando dados tão inovadores como surpreendentes no sempre estimulante terreno do amor.

Esses avanços estão ajudando, por exemplo, a responder a perguntas tão básicas, quanto também enigmáticas e sugestivas, como o que acontece em nosso interior quando nos apaixonamos, o que acontece no cérebro ou por que sentimos – ou não – desejo sexual.

O amor é definido por alguns dicionários como ‘um sentimento intenso do ser humano que, partindo de sua própria insuficiência, necessita e procura o encontro e a união com outro ser’.

Para Mara Dierssen, no entanto, o amor é algo mais simples: ‘Uma dependência química entre duas pessoas’.

Diz esta investigadora que quando existe amor de verdade ocorre, em maior ou em menor medida, uma série de circunstâncias comuns, como a atração física, o apetite sexual ou o afeto e o apego durável.

Estes sentimentos desencadeiam em nosso interior um conjunto de alterações químicas que geram substâncias como a dopamina, responsável pela sensação de atração, ou a serotonina, relacionada aos pensamentos obsessivos.

A análise destes aspectos, assim como da atividade cerebral, também permitiu constatar que o cérebro de homens e mulheres funciona de maneira diferente ao que se refere ao amor e que questões como os diferentes níveis de apetite sexual têm uma explicação científica.

‘Descobriu-se que existem diferenças entre gêneros, de modo que o homem é mais sexual, tem um apetite sexual mais constante, enquanto a mulher é mais sensitiva’, explica Dierssen.

Inclusive a infidelidade afeta de maneira diferente uma e outra espécie.

Sabe-se, por exemplo, que só 3% dos mamíferos são monogâmicos, como os ratos da pradaria, as orcas ou o homem, enquanto a grande maioria é polígama.

No entanto, adverte Dierssen, um experimento realizado em ratos de montanha, caracterizados por sua grande promiscuidade, permitiu comprovar que a monogamia animal é genética e que uma simples manipulação dos genes destes animais pode fazer com que os machos sejam fiéis a sua parceira.

O experimento, por enquanto, não foi realizado em pessoas, embora tenha despertado grande interesse pelo alcance que pode atingir nas relações humanas.

Fonte:

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=856117

Tentando ser periódico

Postado em Sem-categoria em Março 13, 2008 por escritospessoais

CURTAS*

“ Uma  lança com duas pontas, birfucando sentimentos opostos. Mas, formando uma amálgama chamado Roma invertido” 

“As lágrimas evidenciaram o “Roma invertido”, a taça de vinho transportou-me para uma realidade, uma quimera do que poderia ser. E os pensamentos caóticos habitaram o meu universo, mesmo contra a minha vontade”.

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PODER NEGATIVO DA PALAVRA

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Palavras ditas com ações não cumpridas tornam-se palavras futura-mente vazias, sem nenhum valor para as pessoas envolvidas. E fabrica as mesmas dores de ações cometidas, tendo enorme poder dualista de “construir” e “destruir” pessoas.

 Com o domínio errado da retórica, indivíduos acabam com o mundo, transformam aquela inicial pangéia em inúmeros pedaços de vidros, com a pedra que tornou suas palavras.

Palavras mal empregadas murcham profunda-mente corações latentes, que se alimentam com delicadeza. Ferem sentimentos com sua continuidade e provocam o desenrolar do nó da união entre as pessoas.

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A OBRA DE ARTE

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… E repentinamente com o aflorecer de um toque especial o quadro sem vida e despercebido por mãos alheias se depara com mãos escolhidas por forças sobrenaturais, que irá conseguir, em pouco tempo, transformar está tela banal e sem cor numa belíssima paisagem bucólica, diante do caos existente ao seu redor.

Quadro que, depois de belo, poderá ir a busca de outras mãos tão ágeis e magníficas, mas persiste na preferência de ser retocado pelas mesmas mãos delicadas que lhe deu vida ativa.

Quadro que, de longe das mãos que o pintou, perde todo o brilho e esplen-dor. E as tintas que compõem a paisagem começam a derreter, e conseqüentemente, desconfigurando a paisagem feita pelo ou pela artista. Artista e obra, juntos para que o quadro possa sempre ser retocado. Quadro, que precisa, a todo custo, das mãos mágicas do artista ou da artista, para uma continu-idade sempre progressiva desta belíssima obra de arte.

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Fonte da imagem: Doze girassóis numa jarra, de Vincent van Gogh

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TIMIDEZ

(alvaro, bruno, miguel, sheik, coelho) – Biquíni Cavadão

Toda vez que te olho,
Crio um romance.
Te persigo, mudo todos instantes.
Falo pouco pois não sou de dar indiretas.
Me arrependo do que digo em frases incertas
Se eu tento ser direto, o medo me ataca
sem poder nada fazer.

Sei que tento me vencer e acabar com a mudez
Quando eu chego perto, tudo esqueço e não tenho vez
Me consolo, foi errado o momento, talvez,
Mas na verdade, nada esconde essa minha timidez

Eu carrego comigo a grande agonia
De pensar em você, toda hora do dia
Eu carrego comigo, a grande agonia
Na verdade nada esconde essa minha timide
z

Talvez escreva um poema
No qual grite o seu nome
Nem sei se vale a pena
Talvez só telefone
Eu me ensaio, mas nada sai
O seu rosto me distrai.

E, como um raio, eu encubro , eu disfarço , eu camuflo, eu desfaço,
Eu respiro bem fundo, hoje eu digo pro mundo,
Mudei rosto e imagem, mas você me sorriu,
Lá se foi minha coragem, você me inibiu…

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IMAGEM NÃO É NADA, MAS É ALGUMA COISA

Às vezes um comercial bem feito é melhor do que muitas produções televisivas. Vejam o fillig neste comercial do sabão em pó OMO:

O começo, eu acho!

Postado em Curtas em Março 2, 2008 por escritospessoais

CURTAS

* Incoerente, confuso, fragmentado; no entanto, são palavras, tem sentido.

* As palavras servem para expor sentimentos que não conseguimos dizer no dia-a-dia frenético, fugaz, frívolo… Mas, ela também esconde o que queremos dizer, muitas vezes por metá-foras ou frases lacônicas.

* Eu sei o que você tem para dizer, mas evita; tem medo das outras pessoas, de ser diferente, como todos são; temos que dar a impressão de sermos iguais, parecidos com enlatados no supermercado.

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SOMENTE ESTÓRIAS E MAIS NADA

 Será que a morte dos fatos ou o ostracismo vão te fazer feliz?  A felic-idade virá da negação da sua história?  Encare os fatos e saia da posição de vítima, pois tudo faz parte da sua história. Vença o que transformaram sua vida em empecilho.

Fatos compõem nossa história, mas não tomam conta da nossa vida. Histórias ocorridas no passado só interfirás no presente-futuro se não forem resolvidos em nossa cons-ciência.

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PIRIGUETAGEM, AMOR E CONSUMO

 “As piriguetes chegaram… OBA…” Vai me dizer que você nunca pronunciou a palavra piriguete ou a sua versão masculina, piregueto?A piriguetagem vem ancorada em preconceitos como: piriguete não namora, pega; não diz te amo, diz, às vezes, te quero; não se apega, tira onda.

A piriguetagem surge dentro de um movimento chamado “declínio de Eros”, que retrata o enfraquecimento do sentimento amoroso em nossos dias. O comprometimento a longo prazo não está nos planos dos parceiros, pois como investimentos financeiros, as relações alternam períodos de alta e baixa. Em New York nenhuma construtora constrói sem a licença para demolir, essa é a essência efêmera do nosso mundo, do qual os relacionamentos não fogem a regra, onde o término é algo a se pensar previamente e para o que se deve estar disposto e preparado.

O amor foi substituído pela realização mecânica da sexualidade para se evitar o arroubo causado pelas ansiedades do amor. Construímos um tipo de amor-razão que se consubstancia na economia global, consumista e individualista-virtual (adicionar-excluir).

Sofremos com isso, não tenho dúvida, sofremos de depressão condicionada, protelada por uma situação imediata de carinho com prazo de validade. Mas foi esse o futuro que chegou e que construímos.

O termo piriguete tem origem duvidosa. Dizem uns que nasceu da junção da palavra piranha com gueguete (linguajar amazonense que faz referência à moça, garota e tal). Dizem outros que vem da expressão “periculum ete”, que em latim representa perigo eterno. O neologismo (que de novo tem mais nada) foi popularizado nas ruas de Salvador e no bom português-baianês-soteropolitano, quer dizer “mulher a perigo”. Tenha medo!

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Fonte: por Edu Lima, retirado do zine Na Mão. www.fotolog.com/namao / Orkut: Na Mão Universitária (Usuário)