Tentando ser periódico

CURTAS*

“ Uma  lança com duas pontas, birfucando sentimentos opostos. Mas, formando uma amálgama chamado Roma invertido” 

“As lágrimas evidenciaram o “Roma invertido”, a taça de vinho transportou-me para uma realidade, uma quimera do que poderia ser. E os pensamentos caóticos habitaram o meu universo, mesmo contra a minha vontade”.

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PODER NEGATIVO DA PALAVRA

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Palavras ditas com ações não cumpridas tornam-se palavras futura-mente vazias, sem nenhum valor para as pessoas envolvidas. E fabrica as mesmas dores de ações cometidas, tendo enorme poder dualista de “construir” e “destruir” pessoas.

 Com o domínio errado da retórica, indivíduos acabam com o mundo, transformam aquela inicial pangéia em inúmeros pedaços de vidros, com a pedra que tornou suas palavras.

Palavras mal empregadas murcham profunda-mente corações latentes, que se alimentam com delicadeza. Ferem sentimentos com sua continuidade e provocam o desenrolar do nó da união entre as pessoas.

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A OBRA DE ARTE

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… E repentinamente com o aflorecer de um toque especial o quadro sem vida e despercebido por mãos alheias se depara com mãos escolhidas por forças sobrenaturais, que irá conseguir, em pouco tempo, transformar está tela banal e sem cor numa belíssima paisagem bucólica, diante do caos existente ao seu redor.

Quadro que, depois de belo, poderá ir a busca de outras mãos tão ágeis e magníficas, mas persiste na preferência de ser retocado pelas mesmas mãos delicadas que lhe deu vida ativa.

Quadro que, de longe das mãos que o pintou, perde todo o brilho e esplen-dor. E as tintas que compõem a paisagem começam a derreter, e conseqüentemente, desconfigurando a paisagem feita pelo ou pela artista. Artista e obra, juntos para que o quadro possa sempre ser retocado. Quadro, que precisa, a todo custo, das mãos mágicas do artista ou da artista, para uma continu-idade sempre progressiva desta belíssima obra de arte.

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Fonte da imagem: Doze girassóis numa jarra, de Vincent van Gogh

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TIMIDEZ

(alvaro, bruno, miguel, sheik, coelho) – Biquíni Cavadão

Toda vez que te olho,
Crio um romance.
Te persigo, mudo todos instantes.
Falo pouco pois não sou de dar indiretas.
Me arrependo do que digo em frases incertas
Se eu tento ser direto, o medo me ataca
sem poder nada fazer.

Sei que tento me vencer e acabar com a mudez
Quando eu chego perto, tudo esqueço e não tenho vez
Me consolo, foi errado o momento, talvez,
Mas na verdade, nada esconde essa minha timidez

Eu carrego comigo a grande agonia
De pensar em você, toda hora do dia
Eu carrego comigo, a grande agonia
Na verdade nada esconde essa minha timide
z

Talvez escreva um poema
No qual grite o seu nome
Nem sei se vale a pena
Talvez só telefone
Eu me ensaio, mas nada sai
O seu rosto me distrai.

E, como um raio, eu encubro , eu disfarço , eu camuflo, eu desfaço,
Eu respiro bem fundo, hoje eu digo pro mundo,
Mudei rosto e imagem, mas você me sorriu,
Lá se foi minha coragem, você me inibiu…

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IMAGEM NÃO É NADA, MAS É ALGUMA COISA

Às vezes um comercial bem feito é melhor do que muitas produções televisivas. Vejam o fillig neste comercial do sabão em pó OMO:

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