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O começo, eu acho!

Postado em Curtas em Março 2, 2008 por escritospessoais

CURTAS

* Incoerente, confuso, fragmentado; no entanto, são palavras, tem sentido.

* As palavras servem para expor sentimentos que não conseguimos dizer no dia-a-dia frenético, fugaz, frívolo… Mas, ela também esconde o que queremos dizer, muitas vezes por metá-foras ou frases lacônicas.

* Eu sei o que você tem para dizer, mas evita; tem medo das outras pessoas, de ser diferente, como todos são; temos que dar a impressão de sermos iguais, parecidos com enlatados no supermercado.

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SOMENTE ESTÓRIAS E MAIS NADA

 Será que a morte dos fatos ou o ostracismo vão te fazer feliz?  A felic-idade virá da negação da sua história?  Encare os fatos e saia da posição de vítima, pois tudo faz parte da sua história. Vença o que transformaram sua vida em empecilho.

Fatos compõem nossa história, mas não tomam conta da nossa vida. Histórias ocorridas no passado só interfirás no presente-futuro se não forem resolvidos em nossa cons-ciência.

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PIRIGUETAGEM, AMOR E CONSUMO

 “As piriguetes chegaram… OBA…” Vai me dizer que você nunca pronunciou a palavra piriguete ou a sua versão masculina, piregueto?A piriguetagem vem ancorada em preconceitos como: piriguete não namora, pega; não diz te amo, diz, às vezes, te quero; não se apega, tira onda.

A piriguetagem surge dentro de um movimento chamado “declínio de Eros”, que retrata o enfraquecimento do sentimento amoroso em nossos dias. O comprometimento a longo prazo não está nos planos dos parceiros, pois como investimentos financeiros, as relações alternam períodos de alta e baixa. Em New York nenhuma construtora constrói sem a licença para demolir, essa é a essência efêmera do nosso mundo, do qual os relacionamentos não fogem a regra, onde o término é algo a se pensar previamente e para o que se deve estar disposto e preparado.

O amor foi substituído pela realização mecânica da sexualidade para se evitar o arroubo causado pelas ansiedades do amor. Construímos um tipo de amor-razão que se consubstancia na economia global, consumista e individualista-virtual (adicionar-excluir).

Sofremos com isso, não tenho dúvida, sofremos de depressão condicionada, protelada por uma situação imediata de carinho com prazo de validade. Mas foi esse o futuro que chegou e que construímos.

O termo piriguete tem origem duvidosa. Dizem uns que nasceu da junção da palavra piranha com gueguete (linguajar amazonense que faz referência à moça, garota e tal). Dizem outros que vem da expressão “periculum ete”, que em latim representa perigo eterno. O neologismo (que de novo tem mais nada) foi popularizado nas ruas de Salvador e no bom português-baianês-soteropolitano, quer dizer “mulher a perigo”. Tenha medo!

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Fonte: por Edu Lima, retirado do zine Na Mão. www.fotolog.com/namao / Orkut: Na Mão Universitária (Usuário)